Governo Português entrega acervos históricos de São Tomé e Príncipe

Ago 2 • Cultura, STP • 1050 Views • Sem comentários em Governo Português entrega acervos históricos de São Tomé e Príncipe

Um espólio de documentos históricos de São Tomé e Príncipe do século XX foi hoje entregue ao governo pela portuguesa Cristina Brandão, incluindo imagens do tempo em que ainda havia pântanos no centro da cidade de São Tomé.
“Encontrei montes de documentos pertencentes à família antes da independência que eu achei que deviam pertencer ao estado de São Tomé e Príncipe”, explicou.

“Alguns pertenceram ao governo anterior e fazem parte da história deste país”, indicou Cristina Brandão, referindo que serão “com certeza, objeto de estudo de pessoas mais velhas e mais novas, no sentido de conhecerem o seu passado para melhor viver o presente e para melhor preparar o futuro”.

Filha de pai português e mãe são-tomense, Cristina Brandão nasceu em São Tomé país que deixou há 40 anos. No ano passado visitou a terra que a viu nascer para comunicar ao governo a sua pretensão em devolver estes documentos ao estado são-tomense.

“Esses documentos são uma pequena parte do que eu encontrei. Eu tenho ainda muitos caixotes para abrir, tudo o que eu abrir e que seja pertença de São Tomé e Príncipe será entregue ao estado de São Tomé e Príncipe”, acrescentou.

Postais de São Tomé e Príncipe nas décadas 10, 20 e 30, fotografias das épocas em que ainda havia pântanos no centro da cidade, registos fotográficos da missa de São Tomé nos anos de 1940 e várias outras fontes documentais do século XX fazem parte do espólio da família Brandão agora entregue ao estado são-tomense.

Cristina Brandão é neta de Américo Brandão, o colecionador desses documentos. Américo Brandão foi vogal do governo colonial português na antiga colónia de São Tomé e Príncipe e mais tarde cônsul da Bélgica em São Tomé.

Cristina Brandão digitalizou em formato eletrónico grande parte dos documentos que ilustram a história política, cultural, social e cultural do arquipélago para facilitar a sua consulta pelos interessados.

O ministro são-tomense da Educação, Cultura e Formação, Jorge Bom Jesus, apelou a cidadãos de São Tomé e estrangeiros que tenham outras “relíquias preciosas do passado” a que “coloquem esses espólios à disposição do arquivo histórico e das bibliotecas para que os estudiosos possam dar-lhes o melhor destino possível”.

O governante já traçou o destino destes documentos: “há documentos escritos que vão ficar no arquivo histórico mas também temos artefactos que entregaremos, em momento próprio, ao museu nacional que são espaços de memória, espaços de educação”, declarou o governante.

www.noticiasaominuto.com

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