Banco Mundial aconselha reformas legislativas

Set 13 • Economia, STP • 1469 Views • Sem comentários em Banco Mundial aconselha reformas legislativas

Peritos do Banco Mundial incentivam o governo são-tomense a promover reformas legislativas no parlamento, com vista a atrair maior investimento privado. Imprimir mais transparência na gestão dos recursos naturais é outro conselho deixado pelos peritos que se encontraram na capital são-tomense com os deputados e sociedade civil, para descortinar novas alternativas para a economia do arquipélago.

Numa altura em que as ajudas externas de fontes bilaterais e multilaterais são cada vez mais escassas, São Tomé e Príncipe precisa encontrar novos caminhos para captação de receitas.

“Estamos conscientes que no mundo onde a ajuda pública está em declínio e a ajuda ao financiamento tende a aumentar, toda a ajuda pública ao desenvolvimento e empréstimos concessionais de fontes bilaterais e multilaterais não serão suficientes para atender as necessidades dos países em desenvolvimento”, garantiu o primeiro ministro Gabriel Costa.

O que também não está a ser suficiente para alavancar a economia, são os esforços que o executivo tem feito para melhorar o ambiente de negócios no país, nomeadamente com a criação de um guichet único para facilitar a abertura de novas empresas, bem como um outro para o comércio externo. Por isso, os peritos do Banco Mundial aconselham reformas legislativas para captar e incentivar investimentos.

“Podemos falar de Indústria, agricultura,…etc. Mas os deputados devem em primeiro lugar reformular ou reformar todos esses setores e quadros legislativos, porque é extremamente importante para desenvolver o setor privado”, assegurou o representante do Banco Mundial Pierre Laporte.

Laporte, disse ainda que é preciso que o país imprima uma maior transparência na gestão dos recursos naturais.

Em 38 anos de independência, as ilhas continuam a ter o cacau como principal moeda de troca, mas a produção há muito que está a baixo do pretendido. Sem conclusões concretas quanto a implementação da indústria extrativa na área petrolífera, e com projetos como a construção de um porto de águas profundas e a consequente transformação do arquipélago numa espécie de placa giratória no Golfo da Guiné ainda no papel, São Tomé e Príncipe estará condenado a procurar novas vias de desenvolvimento.

Beber da experiência de quem aproveitou condições locais e próprias para atingir o sucesso poderá por isso, ser uma solução.

“Em Seychelles a assembleia organiza-se em vários comités. Por exemplo um dos mais importantes é o comité das finanças públicas. É um comité que fiscaliza as contas do governo”, explicou ex ministro das finanças e do comércio das ilhas Seycheles Ramesh Chaitoo.

Experiência das ilhas Seychelles que podem ser comparadas ao arquipélago são-tomense em diversos aspetos, desde a sua pequenez à sua diversidade natural e cultural, aliadas aos conselhos dos peritos do Banco Mundial podem ajudar São Tomé e Príncipe a encontrar alternativas reais para emergir a sua economia.

Brany Cunha  Lisboa

Artigo relacionado

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

« »