Crise do petróleo em Angola pode provocar aumento de combustíveis em STP

Jan 11 • Economia, Sociedade, STP • 687 Views • Sem comentários em Crise do petróleo em Angola pode provocar aumento de combustíveis em STP

Os preços dos combustíveis em São Tomé e Príncipe podem sofrer uma atualização, tendo em conta, a baixa da cotação do petróleo no mercado angolano. A crise económica instalada em Angola pode levar o país de Eduardo dos Santos a retirar a comparticipação financeira que faz no fornecimento de combustíveis ao arquipélago, o que pode vir a provocar um aumento dos preços no mercado são-tomense.

Para já, o primeiro ministro Patrice Trovoada garante que os preços dos combustíveis vão se manter inalterados.

«O preço dos combustíveis em Angola poderão eventualmente trazer algumas consequências, mas para além disso, é preciso perceber que São Tomé e Príncipe é um mercado marginal em termos de valor e volume e estou convencido que se houver algum impacto negativo, será uma questão que poderemos discutir com as autoridades angolanas.  De momento os preços mantêm-se», assegura o primeiro ministro.

Os combustíveis mais consumidos pelos são-tomenses são a gasolina, o gasóleo e o derivado que no país é mais conhecido por petróleo. A empresa de água e eletricidade EMAE, é a maior consumidora de combustíveis nas ilhas. Usa-os para garantir o precário fornecimento de energia elétrica à população.

A ENCO, empresa  de que o Estado são-tomense é acionista é quem importa esse combustível. É também através da ENCO que o Estado são-tomense conserva uma divida de largos milhões de euros para com o Estado angolano e a sua produtora Sonangol.

«Temos uma dívida com Angola já há largos anos baseada no diferencial do preço do combustível que não foi ajustado durante alguns anos. Agora a política do governo é aproveitar a baixa do produto e ver se o diferencial positivo para a Sonangol se aproveita, para se começar a liquidar a dívida»

Uma hipotética mexida nos preços dos combustíveis nas ilhas, poderia constituir factor de retrocesso para o crescimento económico.

Essa atualização não é feita há mais de 5 anos.

Brany Cunha Lisboa

RM:RTPA

Imagem:google

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