Curso/Ciclo Economico de São Tomé e Príncipe

Dez 6 • Economia, STP • 1037 Views • Sem comentários em Curso/Ciclo Economico de São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe, país independente a 38 anos, onde o seu ciclo económico passou pela produção e exportação de cacau, copra, café, banana e óleo-de-palma.

Dentre estes, existem outros fatores de subsistência económica tais como:

Pesca

Agricultura

Pecuária

Turismo

Etc.

Num dos artigos anteriores, já havia mencionado que em São Tomé e Príncipe, a política de crédito a estes sectores é reduzido ou quase zero, onde cerca de (2%) foi concedido.

 

Os sectores mais privilegiados são:

Comércio com cerca de 28%

 Construção com cerca de 23%

Consumo com cerca de 20%

 Fonte: Banco Central de São Tomé e Príncipe

 

Com todos esses contornos, o Banco Central, prevê a redução de crédito a economia devido a créditos mal parados que assombram o Mercado Financeiro Nacional.

Nestas perspetivas, a pergunta que se deve colocar é a seguinte:

Será que os créditos financiados são canalizados para o investimento no sector de produção e com intuito de impulsionar a economia?

Do meu ponto de vista, não existe investimento estruturante em São Tomé, a maior percentagem do crédito são créditos consumos, crédito ao comércio e construção, e, dando o fraco rendimento das famílias e com a inexistência de investimento que atraia retorno “lucro”, implica deficiência no retorno do empréstimo contraído. E la esta, se não há investimento, porquê haver financiamentos?

Esta é para reflexão de todos que estão interessados a diversificar a economia nacional, por um lado.

Por outro lado, são as análises que passarei a citar nos pontos abaixo:

1-     “Pesca”, São Tomé e Príncipe é independente a 38 anos, entretanto, não dispões de uma única embarcação de pesca; um país independente a 38 anos, a pesca é feito no tronco de madeira escavada (Pesca Artesanal).

Será que esta modalidade de pesca contribui para a economia?

Será que este sector da economia é beneficiado com crédito de forma estruturante?

Acho que, este modelo de pesca é feita no país pobre e que não tem estrutura nem plano para desenvolvimento, país que prefere ficar de mãos estendida a pedir apoio.

2-     “Agricultura”, este é outro sector crucial da economia, um sector que durante a era colonial, deu as suas provas e levou o país a ranking de maior produtor de cacau mundial; economia nacional estava em alta com a produção de cacau, café, cana-de-açúcar, etc.

3-     “A palmeira-dendém”, é outro meio de subsistência de mais de 500 extratores de vinho de palma, na qual, constitui renda para os extratores e vendedores. Depois da independência, o país foi beneficiado com uma linha de crédito para plantação de 650 hectares de palmeiras dendém, até 1990 o país chegou a produzir 2000 toneladas de óleo ao ano, o que permitia cobrir as necessidades do país. E hoje estes sectores estão a quem das espectativas. Mesmo assim, fala-se de crédito a economia.

Fonte: http://oilpalminafrica.wordpress.com

Dando a estas características macroeconómicas que são deficientes, a dívida externa encontra-se a um nível extremamente preocupante.

Que caminho devemos trilhar de modo a diversificar a debilidades macroeconómicas que assombram o São Tomé e Príncipe?

Na minha modesta opinião, acho que devemos trabalhar nos seguintes pontos:

1-     Reformar as instituições e, consequentemente, qualificar e melhorar o desempenho individual e coletivo do homem santomense;

2-     Identificar as prioridades nacionais de desenvolvimento e, de igual modo, monitorizar o comércio externo;

3-     São Tomé e Príncipe, não precisa de mais plataformas de diálogo, mas sim de mais trabalho, visão e mais progressos tangíveis na via da integração nacional;

4-     A coordenação Nacional melhorará o poder de negociação com os países emergentes e contribuirá para aumentar a escala dos projetos de investimento a níveis em que os parceiros emergentes terão uma contribuição significativa para o desenvolvimento do sector privado, resultando num círculo virtuoso de maior integração económica a nível nacional e internacional;

Se começarmos a trilhar esses caminhos, de certeza que o futuro será mais risonho para todos nós.

Obrigado

POR:  Wadirluchtter Pires

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