Diálogo Nacional veio para ficar-Pinto da Costa

Mar 31 • Home menu • 681 Views • Sem comentários em Diálogo Nacional veio para ficar-Pinto da Costa

No encerramento dos trabalhos da conferência “Diálogo Nacional”, que se estendeu até este sábado, o presidente Pinto da Costa afirmou que o diálogo veio para ficar. O chefe de estado mostrou-se satisfeito com os resultados do certame e acredita que é possível fazer de São Tomé e Príncipe um estado modelo do século XXI na sub-região africana onde se encontra situado.

A conferência “Diálogo Nacional”, estendeu-se por mais 1 dia ao contrário do que era suposto, tudo por causa do elevado número de delegados que até sexta-feira ainda não tinham usado da palavra.

As conclusões dos trabalhos foram, portanto, neste sábado sob dezenas de recomendações. Dentre as mais importantes destaca-se “a possibilidade de atribuição de cidadania são-tomense aos cabo-verdianos, angolanos e moçambicanos que trabalham e residem em São Tomé e Príncipe há mais de 40 anos.

A necessidade de reposição da autoridade do Estado é referida também como “uma causa nacional”, incluindo ainda as recomendações a reforma da justiça e da administração pública e a limitação de mandatos dos deputados e dos presidentes das câmaras municipais e do presidente do governo regional”

Recomendações essas que o chefe de estado Pinto da Costa garantiu que tudo vai fazer para que tenham um carácter vinculativo.

“Um compromisso assumido no âmbito da magistratura de influência que constitucionalmente cabe ao Presidente da República, sempre no respeito pela separação de poderes e das competências próprias de cada órgão de soberania”, afirmou o presidente.

Pinto da Costa assegurou ainda que o diálogo no seio dos são-tomenses veio para ficar e que é possível fazer do arquipélago, um estado modelo do século XXI, na sub-região africana aonde está inserido.

“Alguns dirão por ventura que se trata de uma utopia, mas aos mais céticos perguntaria apenas, onde estaria a humanidade sem utopia. Este é sem dúvidas um objetivo ambicioso mas que está ao nosso alcance, porque se vencemos a escravatura e vencemos o colonialismo, saberemos mais uma vez vencer com realismo este desafio”, assumiu o chefe de estado.

Sem presença oficial do ADI na oposição, os seis dias de debate sobre as questões mais prementes da vida social, política, económica e cultural do país, ficaram marcados por palavras a ter em conta, como as do veterano professor de várias gerações de são-tomenses Eurico Amado que “questionou a oportunidade da realização do certame, tendo em conta a proximidade das eleições”.

Por outro lado, destacaram-se também por denúncias como a do procurador-geral Frederico Samba  “que acusou a Assembleia Nacional de ser um obstáculo na luta contra a criminalidade económica e financeira” ou a de Graça Lavres, cidadã do Príncipe que “garantiu que há uma ditadura silenciosa  a ser instalada na região autónoma”.

Brany Cunha Lisboa

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