Miguel Trovoada e Pinto da Costa de costas viradas

Mar 18 • Home menu • 856 Views • 1 comentário em Miguel Trovoada e Pinto da Costa de costas viradas

O antigo Chefe de Estado são-tomense Miguel Trovoada respondeu esta segunda-feira ao atual Presidente da República Pinto da Costa ao apresentar a sua versão dos acontecimentos de 1979 que ditaram a sua prisão. Trovoada que falou também da iniciativa de Pinto da Costa que visa a realização de um diálogo nacional e acusou Pinto da Costa de ser um dos principais fatores de instabilidade no país.

Para Miguel Trovoada a versão sobre a sua prisão em 1979, apresentada recentemente ao público pelo atual Chefe de Estado Pinto da costa, é uma clara tentativa de alteração da história política nacional.

Durante a auscultação popular que, Pinto da Costa tem levado a cabo rumo a realização de um diálogo nacional, este afirmou que, “ nós tivemos um problema de recenseamento aqui em São Tomé e Príncipe.

Quando houve o recenseamento eu não estava no país, o primeiro-ministro daquela altura era meu amigo Miguel Trovoada. Quando eu regresso depois dessa confusão toda e uma das confusões foi mesmo aqui em Agostinho Neto, houve uma informação que começou a circular no interior do partido que o culpado de tudo isso era o camarada Miguel Trovoada, foi nessa altura que o camarada Miguel Trovoada foi pedir asilo político à embaixada de Portugal.

Mas acontece que naquela altura, era precisamente o momento em que nós tínhamos marcado a primeira viagem oficial para Portugal depois de um clima tenso entre nós e Portugal, o embaixador de então negou o asilo com medo de estragar todo o esforço conseguido até então. Ele saiu de lá e foi instalar-se no PNUD que na altura não tinha se quer imunidade.

Quando foi detido pelas forças de segurança, eu tive o cuidado de saber com o ministro da defesa de então, que o camarada Miguel Trovoada não pode ser detido numa prisão qualquer, ele foi detido lá onde é hoje o ministério da defesa, tinha quarto, sala e casa de banho, era onde era o gabinete do então diretor da PIDE”, pontuo.

Trovoada tem outra versão da história.

“A minha prisão foi o resultado de uma manobra que vinha sendo arquitetada com o objetivo da consolidação do poder pessoal e absoluto do Presidente da República, chefe do partido naquela altura.

Foi a invenção de uma mala que ele disse que eu dei a um colaborador da presidência, uma mala que continha uma bomba para este colaborador colocar no seu gabinete e fazer explodir e matar o Presidente da República”, afirmou.

Duas versões de uma mesma história do passado político das ilhas, mas que tem marcado a atualidade informativa numa altura em que o país se encontra nas vésperas do tão propalado diálogo nacional.

O antigo Chefe de Estado não acredita no sucesso da iniciativa. Para Miguel Trovoada, Pinto da Costa é um dos principais fatores de instabilidade no país, ”Os partidos políticos não podem estar em democracia a mercê da vontade de quem quer que seja”.

A mesma ideia já foi recentemente corroborada pelos partidos do poder, que acusaram o Presidente Pinto da Costa de alterar o documento base do diálogo nacional a ter lugar entre os dias 24 e 28 de Março corrente e de querer impor um itinerário político aos mesmos.

Brany Cunha Lisboa

Foto Google

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