Resultado da mesa redonda dos doadores só será conhecido dentro de 3 meses

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Sem falar em números, o primeiro-ministro são-tomense Patrice Trovoada mostra-se satisfeito e esperançoso num resultado muito positivo para São Tomé e Príncipe no final da mesa redonda de doadores realizada a 14 e 15 de Outubro. O chefe do governo diz que esse resultado só poderá ser conhecido dentro de 3 meses, mas o reconhecimento do esforço nacional pelas autoridades internacionais é um bom prenúncio de boas novas para o arquipélago.

“Vamos trabalhar juntos” é o slogan que fica de 2 dias de trabalho no chamado STP  in London e enfatizado pelo primeiro-ministro e líder da comitiva são-tomense.

«É muito importante no final deste dia de trabalho ouvir as delegações dizerem em português “vamos trabalhar juntos”, eu acho que há um espírito que nasceu do STP in London 2015, que é fruto de muito trabalho, fruto também da consciência que a comunidade internacional tem de que o povo são-tomense tem feito grandes sacrifícios e que é preciso de facto que com uma nova visão deste governo, que estes sacrifícios comecem a dar frutos», sublinha Patrice Trovoada.

O líder do executivo das ilhas garante que mais de metade das expetativas do país foram alcançadas no certame de Londres, mas é preciso dar tempo às delegações de alguns países intervenientes para concertarem entre os seus, para que  o pacote de financiamentos almejado fique fechado.

«Na sala havia também delegações que não podiam ter o poder de decisão de anunciar agora, e algumas outras descobriram de facto certos aspectos interessantes e vão ter de reportar esses aspectos as suas sedes, as suas hierarquias e nós fixamos ainda 2 ou 3 meses para fazermos as visitas bilaterais com os projetos e etc,… para podermos fechar o resto de financiamentos necessários», clarifica o primeiro-ministro.

Depois de um alegado secretismo envolvendo a preparação desta mesa redonda, que chegou mesmo a motivar uma auscultação dos partidos com assento parlamentar por parte do Presidente da República, os são-tomenses terão de esperar mais alguns meses para perceber os reais dividendos que o arquipélago poderá colher desta acção.

O último país lusófono que encetou uma iniciativa do género foi a Guiné Bissau, que conseguiu angariar mais de 1 mil milhões de euros.

Brany Cunha Lisboa

Imagem: rnstp.st

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