Google quer levar internet Wi-Fi a regiões da Ásia e África

Mai 29 • Mundo, Tecnologia • 804 Views • Sem comentários em Google quer levar internet Wi-Fi a regiões da Ásia e África

Balões dirigíveis capazes de transmitir sinal de rede a longas distâncias seriam a tecnologia utilizada pela empresa
O Google está investindo para desenvolver redes sem fio de alta velocidade em regiões da África Subsaariana e do sudeste asiático. Em torno de 1 bilhão de pessoas poderão ser conectadas. Nas cidades onde já existe internet, a velocidade ficará mais rápida. Já regiões rurais sem conexão poderão ter acesso à tecnologia.
Segundo fontes ouvidas pelo Wall Street Journal, o Google poderia usar balões dirigíveis capazes de transmitir sinal de internet para longas distâncias. O uso de um mix de tecnologias, como satélites e antenas de rádio, está no horizonte da empresa.
O Google planeja trabalhar em conjunto com companhias locais de telecomunicações e fornecedores de equipamentos de mercados emergentes. Ao mesmo tempo, também ajudaria a desenvolver um modelo de negócio regional. De acordo com o WSJ, ainda não está claro se o Google já firmou parcerias. A empresa não quis comentar o tema.
Além dos balões dirigíveis, o Google poderia usar a frequência de ondas de rádio reservadas para redes de televisão para criar as redes. Isso, se os governos locais permitirem – dizem as fontes ouvidas pelo WSJ.
Mais usuários
O potencial de 1 bilhão de novos usuários de internet é interessante para os negócios do Google, pois poderia ampliar o uso de serviços como a busca na web e o YouTube e, assim, crescer a conta publicitária. Atualmente, 87% da receita do gigante de buscas é resultado da venda de anúncios online.
Além disso, como parte do plano, o Google também estaria trabalhando na produção de microprocessadores e de um smartphone Android – ambos de baixo custo. O WSJ comenta que o Google quer, cada vez mais, dominar e controlar todos os pontos de conexão das pessoas com a internet.
Energia elétrica
Parte das regiões escolhidas pelo Google para o projeto – África Subsaariana e sudeste asiático – coincidem com informações do Banco Mundial divulgadas nesta terça-feira (28) sobre acesso à energia elétrica no mundo.
Segundo o Banco Mundial, 1,2 bilhão de pessoas não têm acesso a eletricidade no mundo. Dessas, 87% vivem na África Subsaariana ou no sul da Ásia. Além disso, as áreas rurais são as mais prejudicadas, pois concentram 85% das pessoas que vivem sem eletricidade.

Trinunahoje

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