China vai construir o porto em águas profundas em São Tomé

Nov 13 • Política, STP • 935 Views • 1 comentário em China vai construir o porto em águas profundas em São Tomé

O arquipélago não quer perder o comboio de investimentos que a China tem desencadeado em África, por isso, precipitou o reatamento das relações comerciais com os chineses, sem por em causa a cooperação com o Taiwan.

Informações do ministério dos negócios estrangeiros, garantem que não se trata da reabertura da embaixada chinesa no país mas sim, da reativação das relações comerciais entre os dois países.

As ilhas têm assistido ao cada vez mais galopante investimento chinês em África, e não quer ficar de fora.

“Sabemos que a China é um dos maiores investidores em África e São Tomé e Príncipe não quer ser exceção. Expusemos as nossas condições de atratibilidade aos empresários chineses e eles mostraram-se disponíveis para investir no país”, afirmou o ministro das infraestruturas e obras públicas Osvaldo Abreu.

Um desses investimentos pode mesmo vir a ser a construção do porto em águas profundas cujo acordo entre os dois países será rubricado ainda neste ano, avançou a “lusa”, esta quarta-feira.

Dentre várias individualidades são-tomenses que tomaram parte na inauguração do espaço físico que deverá ligar comercialmente os dois territórios em São Tomé, Liberato Moniz que entre outras coisas é também um dos conselheiros do Estado, é de opinião de que o país faz bem em reatar as relações comerciais com a China, no entanto, sem pôr em causa a cooperação com Taiwan.

“São Tomé e Príncipe é um país pequeno que tem que lidar com todos os outros sem menosprezar ninguém. Tem que encontrar uma cultura comercial. Acho que é isso que as instituições do Estado são-tomense tem tentado encontrar. A vinda dos comerciantes e industriais chineses para São Tomé e Príncipe,  e quererem colaboração com os nossos empresários, acho que é do melhor que poderá acontecer. Temos que respeitar os grandes amigos que temos sejam eles quais forem”, pontuo.

Desde 1997 que São Tomé e Príncipe deixou de ter relações oficiais com a República Popular da China, como consequência do reconhecimento por parte do arquipélago de Taiwan como Estado soberano.

Agora, abre-se um novo capítulo nas negociações entre as duas nações que, para além de vislumbrar objetivos concretos a curto-médio prazo, poderá deixar no ar uma possível coabitação diplomática entre São Tomé e Príncipe, República da China Popular e as Ilhas formosas de Taiwan.

Brany Cunha Lisboa

 

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