Campanha eleitoral arranca envolto em polémicas

Set 30 • Política, STP • 658 Views • Sem comentários em Campanha eleitoral arranca envolto em polémicas

O PEPS, o PND e o UDD enviaram um requerimento ao tribunal constitucional são-tomense, no sentido de unirem as suas candidaturas para juntos elegerem deputados à assembleia nacional. O facto, tem gerado muito descontentamento por parte dos outros partidos concorrentes às eleições e também aos juristas entendidos na matéria que garantem que a ser aceite o tal requerimento revelar-se-ia inconstitucional.

É o facto que tem marcado o início da campanha eleitoral em São Tomé e Príncipe. O PEPS e o PND recém criados das costelas do MLSTP/PSD, querem unir-se ao UDD do atual primeiro-ministro Gabriel Costa numa manobra de coligação de candidaturas para elegerem deputados à assembleia nacional. Ora,  os entendidos na matéria garantem que a manobra é inconstitucional porque “qualquer coligação de candidaturas só podia acontecer 1 mês antes do início da campanha eleitoral”, ou seja até 27 do mês transato.

Os três partidos sem assento parlamentar, são de opiniões contrárias e garantem que a coligação de candidaturas obedece os preceitos legais e até são usuais noutros países, dando o exemplo de Portugal.

De qualquer forma, em meio em polémicas, é o tribunal supremo nas vestes do constitucional que deverá dar o veredicto final.

Enquanto isso, as máquinas de campanha de todos os concorrentes já estão na rua. Os principais partidos já começaram a usar de todas as possibilidades para convencer o eleitorado.

O ADI, vencedor das  legislativas em 2010, anunciou na capital a chegada do seu líder e candidato a primeiro-ministro para o próximo dia 3 depois de quase dois anos ausente do país. O MLSTP/PSD de Osvaldo Vaz diz que se ganhar as eleições vai entre outras coisas, consolidar as instituições do Estado, responsabilizar os gestores da coisa pública e investir nos jovens. O MDFM/PL de Fradique de Menezes desafia para debate de ideias o líder do ADI Patrice Trovoada.

O histórico PCD elege a pobreza como seu principal adversário e mostra-se disponível a fazer coligações pós eleitorais para o melhor de São Tomé e Príncipe.

O dia 12 de outubro é o dia de todas as decisões, os eleitores vão escolher os deputados e consequentemente o novo primeiro-ministro, os lideres camarários e o presidente do governo regional do Príncipe. Neste último cenário a luta promete também ser renhida já que a UMPP de Tozé Cassandra no poder há dois mandatos na ilha do papagaio, tem desta-feita a concorrência do ADI e do MLSTP/PSD.

Brany Cunha Lisboa

Imagem Google

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