Escândalo financeiro causa demissão do ministro da saúde

Jan 2 • Política, STP • 890 Views • Sem comentários em Escândalo financeiro causa demissão do ministro da saúde

O ministro da saúde são-tomense Leonel Pontes é a primeira baixa do governo de Gabriel Costa. Leonel Pontes decidiu pedir demissão do cargo de ministro da saúde após admitir em conferência de imprensa que em beneficio familiar usufruiu do subsídio de chefia na ordem de 1700 dólares.

O escândalo financeiro que provoca a primeira queda de ministros no XV governo constitucional são-tomense liderado por Gabriel Costa, foi avançado em primeira-mão pelo ADI digital, sistema digital de propagada da oposição.

Na tarde desta quinta-feira, o ministro da saúde Leonel Pontes em conferência de imprensa, admitiu o escândalo e anunciou a sua demissão do cargo.

“Em nome dos superiores interesses da nação, eu gostaria de comunicar solenemente ao povo de São Tomé e Príncipe que tomei a decisão em concertação com o meu partido MDFM/PL de pedir a demissão ao governo e ao senhor presidente da república do cargo de ministro da saúde e dos assuntos sociais”, afirmou.

Em causa, está o apadrinhamento em benefício familiar do subsídio de chefia na ordem de 1700 dólares.

Numa nota do ministério da saúde referente ao mês de dezembro último divulgado pelo ADI digital, lê-se que o ministro Leonel Pontes recebeu um subsídio de chefia no valor de 700 dólares. No entanto, lê-se também que a sua esposa Natália Catarina e o seu irmão Emílio Pontes também foram contemplados com o mesmo subsídio na quantia de 500 dólares cada.

Leonel Pontes defendeu-se ao dizer que os seus dois familiares ocupam as funções de assessores do ministro da saúde. Um facto que parece ser admissível pela legislação orgânica da função pública são-tomense de acordo com a leitura do ministro agora demissionário.

“Eu não vi absolutamente nada. Não havendo impedimento, caso me provem o contrário,  que estas figuras pudessem ter intervenções que nós solicitamos ao ministério da saúde e assuntos sociais”, concluiu.

Está assim aberto o cenário de remodelação governamental no executivo são-tomense, assunto aliás, muito falado no final de 2013 com o MLSTP/PSD maior partido no poder, a exigir isso mesmo do primeiro-ministro Gabriel Costa.

2014 promete desta forma,  seguir as tendências demonstradas em 2013, com crispações políticas e denúncias de escândalos financeiros e corrupções na ordem do dia.

Brany Cunha Lisboa

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