Governo quer ajuda da concertação social para efetivar 40 horas semanais na função pública

Dez 17 • Política, STP • 471 Views • 5 comentários em Governo quer ajuda da concertação social para efetivar 40 horas semanais na função pública

Patrice Trovoada recebe esta quarta-feira os líderes das duas principais centrais sindicais do país, para falar do horário do funcionalismo público.

O governo quer que os trabalhadores são-tomenses comecem a cumprir efetivamente as 40 horas de trabalho semanais e conta com o apoio da concertação social para atingir esse desiderato.

Na realidade os trabalhadores são-tomenses cumprem 30 a 35 horas de trabalho semanais ao contrário das oficias 40, já que entram ao serviço as 8 ou as 9 da manhã quando deviam entrar as 7. O governo quer alterar essa situação.

“Nós estamos num país em que me parece que o sol e a hora do relógio não condiz, porque as 7 da manhã nós temos um sol quente, um sol que corresponde provavelmente a um sol de 8 da manhã, com consequências, se nós quisermos mudar o horário muitas vezes também temos que ver que poderá também ter alguma influência no consumo de energia porque a noite chega muito cedo no nosso país, então há uma questão que tem que ser clara, 40 horas de trabalho semanal tem que ser! tem que ser! Nós temos que trabalhar”, enfatizou o primeiro-ministro Patrice Trovoada.

Neste sentido o primeiro-ministro marcou encontro com o líder da ONTSTEP, Organização Nacional dos Trabalhadores de São Tomé e Príncipe, João Tavares e com o secretário-geral da UGT, União Geral do Trabalhadores, Costa Carlos. A concertação social foi eleita para ajudar na mudança de atitude dos trabalhadores.

“Eu quero conhecer todos os serviços do Estado, eu quero conhecer porque eu sou o responsável pelos trabalhadores, como é que eles trabalham e em que condições, eu não que ser só o polícia, espero que a partir de agora os responsáveis dessas instituições cheguem a horas nos serviços, quero dizer que é preciso agir e de vez em quando é preciso agir com alguma firmeza para corrigir os maus hábitos, toda a gente tem que perceber que nós estamos no caminho errado e que isso é insustentável, dai o diálogo, dai a necessidade de pôr de facto a concertação social e ter um relacionamento bom com os sindicatos, transparente e aberto para sabermos o que a casa gasta” esclareceu o chefe do governo Patrice Trovoada.

Brany Cunha Lisboa

RM:RDPÁFRICA

 

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