Justino Lima cai após segundo conselho superior de defesa nacional

Jan 30 • Política, Sociedade, STP • 624 Views • 1 comentário em Justino Lima cai após segundo conselho superior de defesa nacional

O governo de Patrice Trovoada reunido em conselho de ministros decidiu exonerar do cargo, o Chefe de Estado Maior, o Brigadeiro Justino Lima das suas funções na sequência do segundo Conselho Superior de Defesa Nacional, realizado esta semana para análise do caso “Nagi”.

Durante o Conselho Superior de Defesa Nacional, realizado esta sexta-feira, o Brigadeiro pôs o seu cargo à disposição das autoridades competentes. No entanto, antes mesmo disso, acusou os políticos de terem agentes instrumentalizados e ocultos no seio das forças armadas.

Justino Lima recorreu ao caso da insubordinação militar de Fevereiro de 2014, para afirmar que está a ser vítima de dois pesos e duas medidas. Neste episódio os militares negaram-se a prestar honra ao Presidente da República, tudo porque assegura o Brigadeiro, houve voz de mando e ação ativa de Oficiais Superiores que mandaram encerrar a cadeado os portões do quartel, impedindo assim que, a guarda de honra saísse a tempo. Contudo, esses não foram alvos de qualquer inquérito.

“Tomei conhecimento ontem no Ministério da Defesa e do Mar, que na conclusão auto ocorrido no dia 10/02/2014 não são mencionados os co-autores do encerramento. O mesmo foi ordenado por um oficial superior que entregou o cadeado a um oficial subalterno e por sua vez ao oficial dia que mandou o comandante da guarda executar o encerramento. São todos conhecido e estão identificados. Nenhuma diligencia disciplinar foi desencadeada contra os mesmos”, lê-se no discurso de 7 páginas lido pelo Brigadeiro Justino Lima no Conselho Superior de Defesa Nacional, disponibilizado à imprensa.

O antigo Chefe de Estado Maior considera que, a divulgação do que chama de “filme de pontapés”, nas redes sociais e com reprodução na TVS bem como em diversos jornais são-tomenses não tem outro propósito se não o de “simplesmente atacar, denegrir e afastar o Chefe de Estado Maior”.

Lima fala ainda do direito à imagem, garante que o inquérito do governo em nenhum instante refere a origem do filme e denuncia que o seu autor não foi reprimido. Vai mais longe e acusa os políticos de terem infiltrados ao seu favor nas fileiras militares.

“Há políticos que têm seu agentes instrumentalizados e ocultos no seio das forças armadas, o que é muito grave mesmo”, está escrito no discurso de Justino Lima.

O brigadeiro-General Justino Lima é o segundo a assumir o cargo de Chefe de Estado Maior das Forças Armadas e segundo a cair em menos de dois anos de mandato.

Ao longo da próxima semana deverá ser conhecido do nome do novo Chefe de Estado Maior das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe.

Brany Cunha Lisboa

 

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