Queda de Justino Lima do cargo de chefe de estado maior em suspense

Jan 26 • Política, Sociedade • 459 Views • 1 comentário em Queda de Justino Lima do cargo de chefe de estado maior em suspense

Para já ainda não! Porque os dados disponíveis são insuficientes para provocar a queda do chefe de estado maior das forças armadas do cargo. Esta é a decisão do conselho superior de defesa nacional desta segunda-feira que declarou insuficientes, tantos os argumentos explícitos nas imagens do vídeo lançado nas redes sociais em que se vê claramente a ação do brigadeiro e chefe de estado maior Justino Lima, a agredir brutalmente um jovem tido como delinquente perigoso, bem como os do inquérito mandado instaurar pelo governo.

Após várias horas em reunião, o conselho superior de defesa nacional  decidiu manter por ora, o brigadeiro Justino Lima no cargo. Mesmo assim assegura “A posição do conselho é de condenar rigorosamente a atitude do senhor Chefe de Estado Maior das Forças Armadas”, declarou o coronel João Bexigas, porta-voz do Conselho Superior de Defesa

Fica assim em suspense, a questão da queda ou não de Justino Lima do cargo, embora, o assunto tenha gerado enorme indignação entre os são-tomenses, independentemente da condição ou do cadastro do agredido.

O porta-voz do conselho, garante que as imagens visualizadas por todos e o inquérito do governo, não são suficientes e que há mais dados a serem apurados, sobretudo porque se trata de militares, …o que configura enfim um setor sensível.

“Não se pode por já em causa a continuidade do senhor Chefe de Estado-maior. Há um inquérito que foi feito, mas há outras coisas que devem ser ainda atendidas e analisadas. Os membros precisam de dados para poderem reflectir e assim tomarem a decisão mais concreta sobre este caso”, esclareceu.

Num país em que a justiça militar se mistura com a justiça civil devido a ausência de um tribunal militar, um caso puro de violação dos direitos humanos, pode vir a ficar sem resposta adequada e com conivência do conselho superior de defesa nacional que treme quando se trata de chamar às devidas responsabilidades aos principais protagonistas.

 A ver vamos o final desta mirabolante história com três protagonistas improváveis. De um lado um jovem indefeso tido como delinquente perigoso, do outro uma instituição militar que se pressupõe respeitosa e exemplar e o seu chefe de estado maior extremamente interventivo, e ao meio da contenda, o conselho superior de defesa nacional que procura incessantemente argumentos para encontrar e quiçá punir os culpados.

Brany Cunha Lisboa

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