São Tomé e Príncipe aposta na cooperação Sul-Sul

Set 3 • Política, STP • 692 Views • Sem comentários em São Tomé e Príncipe aposta na cooperação Sul-Sul

O Presidente da República, Manuel Pinto da Costa, e o primeiro-ministro, Gabriel da Costa, estiveram em visita oficial à África do Sul e à Guiné Equatorial, respectivamente, tendo mantido contacto com as autoridades dos referidos países no âmbito do reforço da cooperação em diversos domínios.

São Tomé e Príncipe e África do Sul assinaram um memorando, cujos pormenores e, sobretudo a sua operacionalização, serão conhecidos brevemente.

O chefe de Estado regressou na passada sexta-feira ao país, após uma estadia de dois dias. No entanto, dois ministros e o Presidente do Governo regional ficaram na África do Sul até este domingo, para tratar de detalhes relacionados com áreas de cooperação.

«Há um campo muito vasto em que nós podemos realmente cooperar. Ficou claro o engajamento das duas partes em fazer muito mais para estarmos mais próximos na solução dos problemas que nos preocupa, que é a luta contra a pobreza, a luta pelo desenvolvimento, para sairmos definitivamente desse inferno», disse Pinto da Costa, para quem «os resultados foram bons», ao fazer o balanço da visita.

O Presidente santomense convidou os empresários sul-africanos «a olhar para as oportunidades de negócios que São Tomé e Príncipe oferece actualmente, em áreas como a agricultura e pescas, o turismo e o petróleo, entre outras, na certeza de que as portas para o reforço da cooperação económica entre os dois países estão sempre abertas e que serão sempre bem-vindos como têm sido até aqui».

Com a Guiné Equatorial a exploração conjunta do petróleo na área marítima fronteiriça, concertação político-diplomática, cooperação em várias áreas, incluindo o apoio financeiro, foram aspectos abordados pelo primeiro-ministro com os responsáveis do país vizinho.

Gabriel Costa sublinhou que não podemos continuar de mãos estendidas e apesar das limitações do arquipélago, São Tomé e Príncipe tem também formas de ajudar.

«A Guiné Equatorial entrando para a cena da lusofonia precisará naturalmente de professores de português e não só. É bom que equacionemos essa forma de ajudar os nossos irmãos da Guiné Equatorial», exemplificou.

«Fizemos a nossa projecção orçamental com base nos acordos que temos. A Guiné Equatorial está a estudar a hipótese de nos apoiar a vários níveis, nomeadamente nas infra-estruturas, no saneamento do meio, na construção de casas sociais, todo um pacote que está previsto no nosso orçamento», acrescentou o chefe do Governo

jornaldigital.com

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