Volte face/CEN anuncia segunda volta das presidenciais

Jul 21 • Política, Sociedade, STP • 740 Views • 1 comentário em Volte face/CEN anuncia segunda volta das presidenciais

A Comissão Eleitoral Nacional de São Tomé e Príncipe mudou o discurso e invalidou a vitória do candidato presidencial Evaristo de Carvalho, apoiado pelo ADI, anunciada na madrugada de Domingo 17 de Julho. O volte face da instituição é uma ação sui generis na democracia são-tomense e é justificada com os novos dados recebidos das votações do dia 20 de Julho levadas a cabo em  Maria Luísa, uma roça do norte de São Tomé, em que os habitantes se negaram a exercer a escolha do novo Presidente da República na data escolhida para o efeito, 17 de Julho.

Está de novo em cima da mesa, o cenário de uma segunda volta na eleição presidencial em São Tomé e Príncipe. A Comissão Eleitoral Nacional retira o que disse na madrugada de domingo e após festejos e discursos de vitória ostentados pelo candidato Evaristo de Carvalho, “vem dizer que afinal nenhum dos candidatos ao cargo de Chefe de Estado, conseguiu amealhar mais do que 50% dos votos. Dados adquiridos sobretudo, depois da repetição do pleito em Maria Luísa, no norte do país”.

Através de uma nota à imprensa, a Comissão Eleitoral Nacional protagoniza uma singular ação em toda a história da democracia são-tomense, que vem pôr mais “água na fervura” num escrutínio já de si aquecido por suspeitas de fraude.

Logo depois dos resultados provisórios anunciados na madrugada de Domingo, os dois candidatos que de acordo com esses resultados tinham ficado no segundo e terceiro lugar, nomeadamente, Manuel Pinto da Costa e Maria das Neves, uniram-se num pedido conjunto de impugnação da eleição, “alegando ter-se registado sérias irregularidades” na condução das votações.

Os observadores internacionais encabeçados pelo antigo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, por seu turno, também não colaboraram muito para a clarificação da situação ao “não assumirem publicamente que o pleito fui livre e justo. Garantiram apenas, que os procedimentos ainda não tinham terminado e que tudo estava a decorrer de acordo com a carta africana sobre a democracia, eleições e governação, e outros instrumentos da União Africana que regem as eleições democráticas em África”.

Cenário obscuro nas presidenciais 2016 em São Tomé e Príncipe, assombrado por suspeitas de “banho”, ou seja a compra de consciências e outros tipos de fraudes eleitorais.

A solução deve passar agora pela realização de uma segunda volta, entre os candidatos mais votados, ou seja, Evaristo de Carvalho e Manuel Pinto da Costa.

Brany Cunha Lisboa

 

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