As pequenas ilhas são as que mais sofrem -Dia mundial do Ambiente

Jun 5 • Sociedade, STP • 980 Views • Sem comentários em As pequenas ilhas são as que mais sofrem -Dia mundial do Ambiente

Em são Tomé e Príncipe as autoridades chamam a atenção da população para a utilização de modo irracional dos recursos naturais que é cada vez mais uma realidade. Neste dia internacional do ambiente, a direção nacional do setor mostra-se preocupada já que as pequenas ilhas como as nossas são as mais vulneráveis.

Erosão costeira, florestas devastadas pelo corte abusivo de árvores, pesca com redes de malhas finas, são só alguns dos problemas ambientais que  a cada dia mais afetam São Tomé e Príncipe.

“Com respeito as nossas florestas, como elas têm sido devastadas, fundamentalmente porque queremos cada vez ter mais, utilizar mais, mas também de forma irracional. Se formos falar da questão das pescas, vemos hoje que as pessoas utilizam redes de malhas muito finas, pegando espécies muito pequenas. Nós somos umas pequenas ilhas e as pequenas ilhas são as que sofrem mais com as alterações climáticas e também devido as próprias fragilidades dos nossos ecossistemas” explicou o diretor-geral do ambiente Arlindo Carvalho.

Neste dia internacional do ambiente e sob o lema, “ Pensar, Comer e Conservar”, instituído para este ano pelas Nações Unidas, Arlindo Carvalho diz que é preciso haver uma mudança de atitude da sociedade civil, no sentido de ajudar a própria direção, nos trabalhos que visam conservar os recursos naturais das ilhas.

“Isto está ligado as questões sociais, as questões económicas, etc e se essas questões não vão bem o ambiente também não vai bem”, afirmou.

O país já tem por isso, em execução um plano nacional de adaptação às mudanças climáticas.

“Tem cerca de 20 ações diferentes e neste momento já estamos a implementar cerca de 30 ou 40% dessas ações com ajuda dos parceiros internacionais.

Arquipélago por muitos considerado como uma das jóias da coroa de África, pelo verde abundante da sua flora e as variadíssimas espécies, algumas delas endémicas da sua fauna, São Tomé e Príncipe pode vir a ver o filme contado ao contrário, caso as suas gentes não mudem de atitude e comecem a conservar o que resta dos seus recursos naturais.

Brany Cunha Lisboa

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