Mais centrais térmicas será a solução?

Ago 12 • Sociedade, STP • 734 Views • 2 comentários em Mais centrais térmicas será a solução?

A pergunta é do reporterstp.info, que soube que São Tomé e Príncipe pretende com o apoio português, construir duas centrais térmicas de contingência.

De acordo com o ministro das infraestruturas Osvaldo Abreu, as centrais serão construídas, uma em São Tomé e a outra na região autónoma do Príncipe, com capacidade para 2 e 1,5 megawatts de energia respetivamente.

Vão funcionar como bombeiros em caso de emergência. As centrais térmicas que o país pretende construir, tanto em São Tomé, como no Príncipe “serão apenas de contingência” garantiu o titular das obras públicas e infraestruturas Osvaldo Abreu.

Para cumprir mais este objetivo que se enquadra no plano também ele de contingência, que o governo tem em carteira para estancar a crise energética que já dura há várias décadas no país, Osvaldo Abreu anunciou o “apoio de Portugal”.

A pergunta é: Numa altura em que a globalização invade o país e o mundo, em pleno século XXI, tendo em conta experiências estrangeiras, sendo São Tomé e Príncipe um país abençoado pela chuva (rios), vento e sol, mais centrais térmicas será a solução?

A resposta parece óbvia, mas caberá a cada leitor fazer a sua análise e tirar as suas próprias conclusões.

Em 38 anos de independência, nunca o país viu agrava-se a crise energética, como nos últimos 10, 15 anos.

Os sucessivos governos mostraram-se todos eles, incapazes de resolver o problema que representa um dos maiores entraves ao desenvolvimento.

A população já de si fustigada pelos cortes e pelo famoso método,“ energia um dia sim, um dia não”, já não tem palavras para expressar a sua desilusão pelo atestado de incapacidade que é sucessivamente passado aos diversos dirigentes e trabalhadores do setor energético com o passar dos anos.

Não obstante a pequenez do país, que resume as duas ilhas em cerca de 1001 km2, o arquipélago não consegue acender a luz para o desenvolvimento. A filosofia ao longo dos anos tem sido um crescente investimento na energia térmica o que contrasta com as potencialidades do país para a aplicação do conceito atual que é o de energia limpa.

Ao invés de usar a água abundante dos rios, o vento e o sol para produzir energia limpa rumo ao desenvolvimento, as ilhas preparam-se para construir com apoio de um dos principais parceiros de “desenvolvimento” duas novas centrais térmicas que deverão juntar-se as centrais térmicas da capital, do Bobo Forro e de Santo Amaro.

Brany Cunha Lisboa

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