País deve aliar-se à comunidade internacional para combater pirataria

Jun 6 • Sociedade, STP • 753 Views • Sem comentários em País deve aliar-se à comunidade internacional para combater pirataria

O capitão-de-mar-e-guerra português, Henrique Eduardo Gouveia e Melo, disse hoje (quinta-feira), que São Tomé e Príncipe tem que se aliar à comunidade Internacional para fazer face à pirataria marítima, que “já é um problema no Golfo da Guiné”.


“As autoridades devem juntar-se à comunidade internacional, participarem nos esforços da comunidade internacional na contenção deste problema, que é um problema comum, e com o apoio da comunidade internacional não terão problemas”, disse o militar português.

Numa palestra sobre “conhecimento institucional marítimo”, proferida para militares e forças de segurança, Henrique Gouveia e Melo, lembrou que “já tem havido problemas nas águas jurisdicionais de São Tomé e Príncipe”.

A palestra decorreu no Centro de Instrução Militar e as mensagens tinham como destinatários mais directos os militares, polícia, guarda costeira e serviço de migração e fronteira.

No encontro, onde também estiveram presentes o ministro são-tomense da Defesa e Ordem Interna, Óscar Sousa, e a embaixadora de Portugal em São Tomé e Príncipe, Paula Silva, que o capitão-de-mar-e-guerra português alertou que o Golfo da Guiné “é uma zona problemática” e que São Tomé e Príncipe tem que fazer uma opção.

Henrique Gouveia e Melo, frisou que a pirataria está a tomar conta do Golfo da Guiné, que também está a transformar-se em “rota para a passagem de drogas, como o ópio, a cocaína e a heroína”.

São Tomé e Príncipe, apesar de estar situado nessa região, tem ainda a possibilidade de travar a utilização do seu espaço marítimo a estes movimentos desde que as autoridades sejam expeditas na tomada de decisão, adiantou.

“Podem surgir situações menos agradáveis, mas a mim parece-me que há tempo aindapara reagirem. Portanto, não é um problema iminente. É um problema que requer a atenção, mas não é um problema iminente”, disse.

Com uma experiência de 22 anos de mar e navegação, e apesar de não se considerar perito nesta matéria de pirataria, Henrique Gouveia e Melo disse acreditar que, se a pirataria estabilizar nesta região, “haverá graves problemas para a região e para o mundo”
.
Entretanto, por estar situado no Golfo da Guiné, São Tomé e Príncipe pode tirar proveito desse facto.
“Como há muitos problemas no Golfo da Guiné, e como é uma região extremamente rica em recursos energéticos e outros recursos, ter uma ilha no meio do Golfo da Guiné pode servir de apoio a uma data de países internacionais que pretendem explorar esta área para se poder rentabilizar os recursos económicos da área”, afirmou.

“E sendo uma ilha localizada estrategicamente nesta área pode gozar desse esforço da comunidade internacional”, acrescentou.

Segundo o capitão-de-mar-e-guerra português, em 2012, os piratas estenderam as suas acções até 1.500 milhas da sua base. Por isso, é necessário que haja o cruzamento de informações entre o país e a comunidade internacional.

Angolapress

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