Pesca e comercialização de tartaruga é doravante passível de prisão

Jan 21 • Sociedade • 661 Views • Sem comentários em Pesca e comercialização de tartaruga é doravante passível de prisão

A lei votada e aprovada em 2014, já está publicada em diário da república e entra imediatamente em vigor. Quem for apanhado a pescar ou a comercializar tartarugas e os seus derivados poderá estar sujeito a multas avultadas ou até mesmo a uma pena de prisão.

A direção do ambiente chama a atenção dos são-tomenses para a necessidade da proteção das tartarugas que já configuram uma espécie em vias de extinção.

A legislação de proteção às tartarugas marinhas já está em vigor, mas a carne e derivados das mesmas continuam a ser vendidos  nos mercados nacionais. A direção do ambiente quer alterar esse cenário.

“É uma espécie que está ameaçada a nível internacional, e escolheu o nosso país para viver, para desovar, para reproduzir. Temos obrigação legal e moral para proteger essa espécie que pode se tornar num potencial elemento para o desenvolvimento económico nacional através do turismo”, garantiu o diretor do ambiente Arlindo Carvalho.

A direção do ambiente assegura que a implementação da nova lei é imperial, pelo que já está na forja uma campanha de sensibilização da população. Tudo porque doravante a prática de pesca ou comercialização das tartarugas será mesmo passível de prisão.

“A punição vai desde multas até penas de prisão”, confirmou Arlindo de Carvalho.

Em São Tomé e Príncipe, a pesca e comercialização de tartarugas marinhas é prática recorrente há vários anos e constitui o ganha pão para inúmeros pescados e agregados. Os seus derivados também são usados para outros proveitos, com destaque para o artesanato. A nova lei promete pôr fim a essas fontes de rendimento e proteger as tartarugas.

Brany Cunha Lisboa

 

Artigo relacionado

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

« »