População exige apuramento das responsabilidades

Ago 27 • Sociedade, STP • 675 Views • 1 comentário em População exige apuramento das responsabilidades

Os habitantes de Diogo Vaz, querem saber quem autorizou a intervenção policial na região, que culminou com a detenção e espancamento de vários populares. Numa missiva encaminhada a todos os órgãos de soberania, a comissão dos habitantes de Diogo Vaz denunciou maus tratos por parte da polícia aos 4 elementos da população que permaneceram detidos após o tumulto e garantem não vão desistir de reivindicar os seus direitos.

O Presidente da República Manuel Pinto da Costa, já aceitou um encontro com a comissão dos habitantes de Diogo Vaz. O chefe de estado quer ouvir da população o que realmente aconteceu.

“O presidente disse que está chocado com o que aconteceu, ele quer ouvir de nós o que realmente aconteceu. Ele diz que Diogo Vaz é umas das regiões que ele mais gosta, por isso não esperava que as coisas acontecessem assim”, garantiu a comissão.

A população de Diogo Vaz, refuta todos os argumentos divulgados pela Polícia Nacional para justificar o uso da força. Numa carta enviada a todos os órgãos da soberania, a comissão dos habitantes exige saber de quem partiu a ordem para o uso da força.

Na carta, a comissão vai mais longe e denuncia mesmo maus tratos de que alegadamente foram alvos os 4 populares que permaneceram detidos após a confusão.

“Na Polícia deram-nos sopa para comer com a mão, bateram-nos e nos obrigaram a lavar a casa de banho, que país é este? Nós também somos são-tomenses, também temos direitos”, assegurou.

Por tudo isto, a comissão dos habitantes de Diogo Vaz diz que não vai desistir até conseguir os seus objetivos que são de ver resolvido o problema de água potável e energia na região.

Recorde-se que há 8 dias, a população desta região ergueu uma barricada na estrada principal que liga à Santa Catarina como protesto contra a falta de água e energia. A ação gerou o tumulto que obrigou a intervenção policial, que terminou com a detenção de várias pessoas.

Brany Cunha Lisboa

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