São Tomé e Príncipe abre-se ao empreendedorismo

Mar 3 • Sociedade, STP • 1434 Views • 2 comentários em São Tomé e Príncipe abre-se ao empreendedorismo

Arquipélago em desenvolvimento, São Tomé e Príncipe começa a abrir-se aos novos desafios e ao empreendedorismo. O país já comporta novos projetos em diversas áreas, conta com uma autoridade de estímulo aos novos empresários, mas ainda assim enfrenta diversas dificuldades para a materialização das ideias.

O termo empreendedorismo é cada vez mais empregado no dicionário quotidiano dos são-tomenses. O país está a abrir-se aos novos desafios rumo ao desenvolvimento, em grande medida, graças ao aparecimento do fórum dos empreendedores são-tomenses há cerca de 3 anos.

“O objectivo do fórum é despertar consciências para a inovação, para as novas realidades e desafios que, todos os dias, interpelam todos os atores da sociedade, mas acima de tudo para dar ferramentas para gerir eficazmente (fazer sempre as coisas certas, bem feitas) recursos disponíveis”, explicou o presidente do fórum Carlos Boa Morte.

Boa Morte, emprega ele próprio, todo o esforço e encorajamento aos novos “players” ou investidores no sentido de assumirem o risco.

Garante que apesar do melhoramento do ambiente do negócio no país, reconhecido pelo FMI e o Banco Mundial, da criação do guichet único que torna mais celere a criação de empresas, da chegada do cabo submarino de fibra ótica que promete revolucionar a comunicação, há muito ainda por fazer.

“O setor de empreendedorismo está muito lento, sem qualquer suporte estrutural ou organizacional do estado são-tomense. Nenhum empreendedor investe em setores de políticas na lua. Qualquer país deve ter um rumo e políticas claras , e no real se o governo identificar uma certa área onde a sua atuação política será virada,  então aparecerá muitas oportunidades de desenvolvimento, para o setor dos empreendedores”, garantiu

Ainda assim, e como fruto da intervenção do fórum do empreendedorismo são-tomense, o país já comporta vários novos projetos em andamento.

“O Impacto tem sido positivo. É preciso termos instituições fortes que possam sem medo arriscar e investir de forma séria para que tenhamos a médio prazo empreendedores de sucesso. As coisas estão muitos lentas, mas ainda assim, temos vários exemplos de empreendedorismo nos  setores de painéis solares, fast food, design, multimédia, hotéis ecológicos etc”, assegurou.

O arquipélago são-tomense é um país em desenvolvimento, o presidente do fórum dos empreendedores Carlos Boa Morte reclama maior apoio do estado para a materialização das novas ideias.

“Tem havido uma aproximação mas não tem sido uma perspetiva douradora. Como deve compreender,  é uma forma nova de realização e os nossos dirigentes fazem confusão entre o setor privado e o estado, visto que são setores extremamente divergentes nas suas formas de realizações. A nossa administração pública tem um revés para com as ideia vindas pelas mãos do setor privado são-tomense”, concluiu

Brany Cunha Lisboa

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