São Tomé e Príncipe caí nos índices de boa governação Africana 2014

Mar 3 • Sociedade, STP • 755 Views • Sem comentários em São Tomé e Príncipe caí nos índices de boa governação Africana 2014

Apesar de obter alguns pontos positivos a anotar, o arquipélago são-tomense caiu um lugar no índice de boa governação africana Mo Ibrahim 2014. Cabo Verde é o único que sobe, os restantes países lusófonos caem.

São Tomé e Príncipe, que agora ocupa o 12º lugar, desceu uma posição, apesar de ter subido alguns pontos graças às boas notas em termos de segurança nacional e pessoal, participação cívica, igualdade entre sexos, acesso à saúde, educação e segurança social.

Curiosamente, o item segurança nacional e pessoal é uma das principais preocupações para 2015 já que, é sentimento unânime que o aumento da violência e da insegurança é cada dia que passa uma realidade no país. Os destaque vão para os recentes casos de violações e assaltos a mão armada.

Cabo Verde é o país de língua portuguesa melhor classificado no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana 2014.  Moçambique, Angola e Guiné-Bissau também desceram no índice que analisa a governação em 52 países africanos.

Segundo os dados divulgados esta segunda-feira, o arquipélago crioulo, único dos cinco países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) que subiu na classificação, recuperou o segundo lugar perdido no ano passado para o Botswana.

Cabo Verde teve uma ótima avaliação em termos de segurança e funcionamento da lei e justiça, bem como na área da participação cívica e direitos humanos e no bem-estar, nomeadamente no acesso à segurança social. Entretanto, recebeu notas menos boas na avaliação às infraestruturas, administração pública, segurança pessoal e condições oferecidas às empresas privadas.

Moçambique perdeu dois lugares no Índice Mo Ibrahim de Boa Governação em África 2014, ocupando agora a 22ª. O relatório indica, no entanto, que o país registou avanços no acesso à saúde e igualdade entre sexos, embora tenha piorado no desenvolvimento da economia e de infraestruturas, funcionamento da lei e acesso à educação.

Apesar dos sucessivos avanços registados nos relatórios, Angola perdeu cinco pontos, o que provocou uma queda de cinco posições, ocupando agora o 44º lugar. O relatório da Fundação Mo Ibrahim indica que recuos nas áreas da igualdade entre sexos, participação cívica e direitos humanos e ambiente económico estão na origem desta descida. O relatório cita, no entanto, melhorias em termos de segurança nacional, acesso à educação e saúde e funcionamento administração pública.

Guiné-Bissau é país lusófono pior colocado devido, principalmente, ao facto da instabilidade político-militar e o recente período de transição. Bissau perdeu 6,8 pontos e desceu cinco posições na tabela, ocupando o 48º lugar.

A Costa do Marfim foi o país que mais pontos ganhou este ano. No topo mantêm-se as Ilhas Maurícias, seguidas por Cabo Verde, Botsuana, África do Sul e Seicheles.

No fundo da classificação estão Chade, Eritreia, República Centro Africana e a Somália.

De acordo com o relatório apresentado esta segunda-feira, em Londres, África registou melhorias importantes. Entretanto, a nota média ainda está bem abaixo do desejado. De zero a 100, o continente manteve-se em 51,5.

Brany Cunha Lisboa com abola.pt

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