São Tomé e Príncipe prepara nova agenda de desenvolvimento

Mai 23 • Sociedade, STP • 822 Views • Sem comentários em São Tomé e Príncipe prepara nova agenda de desenvolvimento

 

Um grupo de seis consultores está a auscultar os santomenses, desde o início de março, sobre diversas questões, visando a elaboração de uma nova agenda pós-2015 a fim de desenhar um plano de desenvolvimento para o país.

Elaborar uma agenda que contenha principios e orientações que reflita um plano de desevolvimento “consensual” é um dos objetivos deste exercicio, defendeu o jurista santomense Filinto Costa Alegre, um dos membros da Comissão, em declarações à Televisão Santomense TVS no programa “linha direta”.

O exercício, segundo disse Costa Alegre, representa uma mudança de filosofia que permita a todos os santomenses darem as suas contibuições para uma “agenda inclusiva”.

O arquipélago santomense faz parte de 56 Estados escolhidos pelas Nações Unidas para realizarem consultas nacionais focalizadas na agenda de desenvolvimento pós-2015 que reflita as visões do mundo após o ano 2015.

Este processo acontece a três anos do fim dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (OMD).

Dentre as oito metas, o arquipélago apenas conseguiu alguns ganhos nos dominios da educação, da saúde infantil e da redução da mortalidade materna.

Jurista e ex-candidato às presidencias de 2011, Filinto Costa Alegre afirmou que “as fraquezas institucionais” fizeram com que o Estado não alcançasse progressos noutros pontos.

“A Constituição em parte é violada porque o Estado está fraco e não consegue impor, aos cidadãos, as instituições que ele próprio criou”, exemplificou.

O consultor contratado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) fez referência ao aparecimento de novos casos de paludismo no arquipélago, como uma das fraquezas do Estado.

Para Costa Alegre, o país não tem outra alternativa e, caso não prepare nova agenda, continuará compremetido e dependente, em 90 porcento, das ajudas externas que começam a escassear.

“Há muita gente, muitas instituições, que ainda pensam que é preciso continuarmos à procura de gente capaz para irem lá fora pedir dinheiro a fim de sustentar regabofe”

“Dizemos que somos pobres e que não há dinheiro, vão ao aeroporto e vejam. Semanalmente, quantas pessoas se metem no avião à custa do Estado, depois vejam que resultado que eles trazem. Não trazem nada”, indignou-se o consultor.

Filinto afirmou que o processo em curso vai permitir a cada cidadão ser o agente do desenvolvimento.

“Marca uma mudança de página na politica do país”, afirmou o perito acrescentando que é por isso que aceitou o convite do executivo santomense para trabalhar neste processo, cujos trabalhos terminan em setenbro próximo.

Numa primeira fase, as lideranças do país foram ouvidas, nomeadamente a do Governo, das forças politicas, dos lideres de Organizações Não Governamentais (ONG) e da sociedade civil.

Africa21

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