São-tomenses também comemoram o dia dos namorados?

Fev 14 • Sociedade, STP • 1172 Views • 1 comentário em São-tomenses também comemoram o dia dos namorados?

O reporterstp foi neste dia 14 de fevereiro a busca da resposta a esta pergunta. Num vox populi realizado a propósito deste São Valentim, pudemos perceber que as opiniões divergem-se, mas há ainda quem não resiste a tradição. A igreja Católica por sua vez também assinala a data, embora extra-oficial, já que persistem dúvidas relativamente a existência de Valentim o “santo”.

A reportagem do reporterstp foi ouvir o Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe Dom Manuel António, sobre a lenda de São Valentim e sobre as dúvidas da igreja. Mas antes os são-tomenses em geral.

Será que os são-tomenses também comemoram o dia dos namorados? Em vox pop, descobrimos opiniões divergentes.

“O dia de São Valentim é um dia especial para os namorados sobretudo para os que passaram o ano distraído, poderem ter a oportunidade de se redimirem. Todos os dias são portanto, dias de São Valentim mas existe o 14 de fevereiro que deve ser vivido de forma diferente dos outros dias. Gosto do dia 14 e no marketing do comércio já está instalado na cabeça das pessoas”

“As pessoas dizerem que os dias de namorados são todos os dias, eu concordo, sim… mas só pelo facto de haver um dia consagrado aos tais já o torna especial”

“Para mim, o dia dos namorados é um dia normal como qualquer outro”

“Em minha opinião, e em resposta rápida, todos os dias deveriam ser entendidos, vividos, como dias dos namorados”

“Para mim é um dia sem importância nenhuma”

“Na minha idade todos os dias são para amar, respeitar e valorizar o mundo, as pessoas que nos rodeiam e apreciar o amor dos nossos parceiros. Todos os dias. Isso de ter um dia de namoro ou de namorado não contribui em nada para manter um casal sério. Essa é a minha opinião”

“O dia dos namorados eu considero como uma grande oportunidade para os enamorados, pararem e começarem a pensar no que deveriam fazer para que esse dia seja fértil e saudável, relacionando o mesmo com as diversas, manifestações infecciosas que abundam no Universo. Ter cuidado nos relacionamentos, protegerem-se perante este diluvio mundial que nos destrói, as maiorias das células que nos protegem das eventuais situações atmosféricas”

“O dia dos namorados é um dia que deve ser comemorado com um pouco mais de requinte pelos namorados e não só, por todos aqueles que são casados ou amantizados pois, para além das história por detrás desse dia, ele deve ser um dia em que os casais possam refletir acerca do percurso das suas relações”.

Como pudemos constatar, são diversas as opiniões e comentários mas uma coisa ficou implícita e a nossa pergunta respondida. Há são-tomenses que se rendem a tradição e comemoram sim com entusiasmo e amor o dia dos namorados.

Mas como surgiu de facto esta lenda? Será que é mito ou o Santo Valentim existiu mesmo?

Veremos o que diz o Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe Dom Manuel António.

“São Valentim (ou Valentinus em latim), é um santo reconhecido pela Igreja Católica e igrejas orientais que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, onde celebram o Dia de São Valentim.

O nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.

O imperador Cláudio II, durante seu governo, proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens, se não tivessem família, alistar-se-iam com maior facilidade.

No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo.

A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor.

Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega, Astérias, filha do carcereiro, a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada.

Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270. Entretanto, desde 1969 sua data não é mais celebrada oficialmente pela Igreja Católica em função da precariedade de comprovações históricas que levam em questão até mesmo a sua existência.”, explicou

Brany Cunha Lisboa

Imagem Google

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